Por que os esquerdistas, geralmente, são feios?

Atualizado: 31 de out.


Pablo Picasso, "Autorretrato", 1907.

Lembro-me de que há alguns anos eu fui a um evento chamado – pasme – Fórum Liberdade e Democracia, de orientação direitista-liberal. E sim, por incrível que pareça, eles de fato acreditam que pode haver alguma relação entre a liberdade e a democracia – mais que isso: eles acreditam que uma coisa não existe sem a outra.


Apesar do nome inusitado – que não ficaria muito longe de “Fórum Liberdade e Escravidão” –, o evento foi muito bem organizado e estava cheio de homens e mulheres belos. Isso foi algo que eu logo notei, porque a beleza é importante para mim, seja em ambientes, seja em pessoas e em tudo o que existe. Homens e mulheres belos, cheirosos e bem vestidos enchiam os salões do evento, e lá eu me sentia bastante à vontade.


Naquele ambiente com aroma de riqueza eu senti o contraste com os eventos frequentados por esquerdistas a que eu já havia ido. Nestes eu observava justamente o contrário: muitas pessoas feias, estranhas e decrépitas por toda parte. O contraste é tão grande que somente uma pessoa cegada pela doença do politicamente correto poderia ignorar.


Não pode ser coincidência que os esquerdistas sejam, de maneira tão frequente, feios, malacabados, emocionalmente destruídos e parecerem odiar tudo que é belo, nobre e elevado. Mas eu tenho uma hipótese sobre isso.


Sucede que a própria filosofia do esquerdismo atrai pessoas que se sentem esquecidas e desprezadas na sociedade, especialmente aquelas com baixo valor sexual de mercado. O esquerdismo atrai pessoas assim porque sua filosofia, condenando tudo o que é belo, nobre e elevado, dá vazão à inveja que existe dentro delas.


O socialismo é a filosofia da inveja e do fracasso, por isso atrai pessoas tais quais. O ódio que os esquerdistas têm à vida se manifesta na defesa de uma ideologia que é notoriamente permeada de pulsão de morte e destruição. Igualar todos para que ninguém se sobressaia. Destruir tudo o que é belo. Deixar todos pobres e igualmente miseráveis – pelo menos assim, pensa o esquerdista, eu não estarei sozinho.


Intimamente, eles se sentem injustiçados e se revoltam contra os “padrões” da sociedade. Ficam sem cortar os cabelos, deixando-os desgrenhados, ou os pintam de rosa para, não chamando a atenção pela beleza, chamarem-na pelo menos desse modo, ou ainda tosam tudo, se forem mulheres, manifestando assim o seu desgosto por não serem belas. Se tomam banho e cuidam da higiene pessoal, fazem parecer que o negligenciam. Com a saúde pouco se importam, sendo em sua maioria flácidos, magricelas, obesos e desbotados. Além disso, fumam, usam drogas e se entregam ao alcoolismo, tentando amortecer a desgraça interior que os consome. A crença no igualitarismo é uma fuga da realidade; e toda manifestação de revolta contra “machismo”, “racismo” e “homofobia” é tão somente uma desculpa para poderem odiar alguém de maneira autorizada.


O capitalismo é onde as diferenças medram. O belo fica mais belo, o superior se destaca, o rico aumenta a sua riqueza e o pobre parece ainda mais pobre. Nesse sistema, aqueles que se julgam incapazes de construir algo ou se destacar, tornam-se ressentidos e odientos. Especialmente o intelectual, que, considerando-se mais nobre que o empreendedor, vê sua diferença de ganhos como uma deficiência e um vício do mercado. Ele não aceita que, sendo um brâmane e trabalhando, portanto, com as partes superiores do espírito, ganhe menos que um mero vaixá (comerciante). É por isso que o esquerdismo prospera tão bem nos campos universitários.


Mas nós não devemos responder ódio com ódio. Toda posição política guardada por alguém tem um fundo emocional – se a lógica fosse o critério comum, todo mundo seria anarcocapitalista. E até mesmo os anarcocapitalistas podem ter vindo a sê-lo não pela lógica irrefutável do seu sistema, e sim, talvez, por guardarem no íntimo um desejo irrefreável por liberdade.


Os esquerdistas, ao defenderem o socialismo e odiarem os valores tradicionais, não estão manifestando as conclusões de raciocínios que tiveram em sua mente, guiados pelo estudo e pela razão. Estão antes apenas expelindo um ódio derivado da sensação de terem sido excluídos e de serem inferiores em uma sociedade que valoriza mais o status e as aparências do que o ser humano em si mesmo.


Assim, o que fará os esquerdistas abandonarem a sua ideologia será um pouco mais de amor próprio e autoestima – e não o moralismo fátuo dos direitistas ou a defesa lógica da economia de mercado. A reconstrução de seu senso de autovalor é que os fará ver que eles também são capazes de criar coisas belas e louváveis em vez de apenas obras fundamentadas em fixação anal.


A lógica já caiu por terra há muito tempo. Embora ela, sim, seja o único critério da verdade, no campo do debate político o que impera é a persuasão: e performances teatrais angariam mais votos do que argumentos lógicos.


Não tente convencer animais a se guiarem por algo diferente do que as próprias vísceras. Se você quer mudar o País e quem sabe o mundo, foque numa mudança de consciência, foque em divulgar os ensinamentos do desenvolvimento pessoal, que dão de volta às pessoas o seu senso de valor próprio, merecimento e autorresponsabilidade.


Um esquerdista jamais passará a defender a economia de mercado se pensar que nesse sistema ele será humilhado pela superioridade alheia. E um direitista jamais defenderá o anarcocapitalismo se pensar que nesse sistema o caos se instalará e ele se encontrará numa batalha hobbesiana de todos contra todos. Um quer deixar de se sentir um merda, o outro almeja uma ilusão de segurança.


No fundo, o debate político é um embate de necessidades emocionais inconscientes, e o que vai ditar o grau de prosperidade dos homens será o seu grau de consciência.

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